Dói-me o coração!

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Dói-me o coração!

Hoje, dia 14 de Fevereiro, celebra-se o Dia Nacional do Doente Coronário. A data foi instituída pela Fundação Portuguesa de Cardiologia e este ano é dedicada à temática “Como prevenir o Enfarte do Miocárdio”.

As doenças do aparelho circulatório, habitualmente associadas a doença coronária, são a principal causa de morte em Portugal, sendo responsáveis por cerca de 1/3 das mortes no nosso país. Numa fase mais precoce da vida, os homens apresentam um maior risco de doença coronária do que as mulheres. No entanto, depois da menopausa o risco da mulher acaba por igualar o do homem.

Sabe o que é a doença coronária?

Doença coronária é o termo habitualmente utilizado para descrever a acumulação de depósitos de gordura e de tecido fibroso (placas) no interior das artérias que fornecem sangue ao coração, ou seja, as artérias coronárias. Esta formação de placas nas artérias coronárias é denominada de aterosclerose coronária e pode levar a que estes vasos sanguíneos se tornem significativamente mais estreitos. Em consequência, verifica-se uma diminuição do fornecimento de sangue a determinadas zonas do músculo cardíaco, o que desencadeia um tipo de dor no tórax designado por angina de peito. A aterosclerose pode igualmente conduzir à formação de um coágulo de sangue dentro de uma artéria coronária estreitada.

Como se manifesta?

A doença coronária pode manifestar-se por uma dor torácica passageira, denominada de angina de peito, que resulta de um défice transitório na irrigação do miocárdio, ou por uma situação mais grave, o enfarte de miocárdio, em que o défice de irrigação é mais prologando, resultando daí a necrose ou morte de células musculares cardíacas da região afetada. Por vezes, as lesões provocadas são de tal maneira graves que delas resulta a morte súbita.

Quais são os principais fatores de risco?

Os factores que aumentam o risco de desenvolvimento de uma doença coronária são basicamente os mesmos que aumentam o risco de desenvolvimento da aterosclerose:

– Nível elevado de colesterol no sangue

– Nível elevado de colesterol LDL, habitualmente denominado de “colesterol mau”

– Nível baixo de colesterol HDL, habitualmente denominado de “colesterol bom”

– Pressão arterial elevada (hipertensão)

– Diabetes

– História familiar de doença coronária numa idade precoce

– Tabagismo

– Obesidade

– Inactividade física (uma vida sedentária com prática muito reduzida de exercício físico regular)

Atenção! Procure imediatamente ajuda de emergência se…

Tiver uma dor no peito, mesmo que pense que é demasiado novo para ter problemas cardíacos. Nos doentes cuja dor no peito indica um ataque cardíaco, o tratamento instituído com prontidão pode limitar a lesão do músculo cardíaco.
Nunca deve desperdiçar tempo precioso à espera que a dor no peito desapareça. Cerca de 15% das pessoas que sofrem um ataque cardíaco morrem pouco depois do início dos sintomas torácicos e não chegam ao hospital com vida.