Diabetes e Alimentação

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Diabetes e Alimentação

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Diabetes Mellitus é uma doença crónica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina (hormona reguladora de açúcar no sangue) suficiente, ou quando o corpo não pode utilizar eficazmente a insulina que produz. O que se traduz num aumento de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia), que a longo prazo pode provocar diversas complicações no organismo.

Existem diversos tipos de diabetes, sendo os mais comuns, Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2 e Diabetes Gestacional.

A alimentação ocupa um lugar crucial no controlo da diabetes, pelo que é fundamental que o diabético consulte um Nutricionista com vista à prescrição individualizada de uma estratégia alimentar. No entanto, existem recomendações gerais que devem ser tidas em conta para o controlo desta doença:

• Alcançar e manter um peso corporal saudável.

• Evitar intervalos superiores a 3 horas entre as refeições fazendo 6 a 7 refeições diárias, uma vez que auxilia o organismo a controlar a glicemia de forma mais adequada.

• Se necessário, fazer uma pequena ceia, para evitar que o jejum noturno seja superior a 8 horas.

• Variar os alimentos de forma a garantir o aporte de todos os nutrientes necessários ao correto funcionamento do organismo.

• Limitar o consumo de cereais refinados, optando pelos integrais (como pão, aveia, arroz, massa…) e incluindo leguminosas (grão, feijão, ervilhas, lentilhas e favas) na alimentação. Estes alimentos são ricos em vitaminas, minerais, antioxidantes e fibra, pelo que ajudam a controlar melhor os níveis de glicemia.

• Incluir 2 a 3 peças de fruta, distribuídas ao longo do dia, pois a fruta em natureza é uma fonte de nutrientes fundamentais ao correto funcionamento do nosso organismo. Quando ingeridas nas refeições intermédias, acompanhe com um pouco de pão ou tosta.

• Limitar a ingestão de açúcares e produtos açucarados. Para reduzir a quantidade de açúcar utilizado na preparação de doces, poderá recorrer à canela, cravinho, erva-doce… outra opção poderá ser deixar de adicionar açúcar aos seus alimentos/bebidas e optar por adoçantes, como por exemplo a stevia. Planta utilizada há vários anos para adoçar alimentos e bebidas, sem lhes adicionar calorias. A sua folha (seca) é 10 a 20 vezes mais doce que o açúcar de cana e os extratos podem chegar a ser até 300 vezes mais doces. Pode ser comprada em pó (frasco ou saquetas individuais), em pastilhas ou a planta em vaso.

• Evitar uma alimentação rica em gorduras já que contribui para a intolerância à glicose, excesso de peso, aumento de colesterol, aterosclerose, todos estes fatores de risco para Doenças Cardiovasculares. Estudos referem que o risco de desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares é muito superior em doentes com diabetes.

• Beber pelo menos 1,5l de água por dia. Embora os refrigerantes e os sumos de fruta contenham muita água, estes são geralmente ricos em açúcar, pelo que são desaconselhados. Se não gosta de água simples, crie as suas próprias águas aromatizadas ou infusões, desde que não lhes adicione açúcar.

• Ler com atenção os rótulos dos alimentos, principalmente a lista de ingredientes e a declaração nutricional. Sob a designação de açúcares engloba-se, por exemplo, sacarose, glucose, dextrose, frutose, maltose, lactose, açúcar invertido, mel, xarope de glicose…

• Praticar exercício físico regularmente, uma vez que melhora o controlo da glicemia e previne as complicações de saúde associadas à diabetes (hipertensão e doenças cardiovasculares).